Academia do Varejo Marisol

Glossário

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BABADINHO – Babado estreito e franzido, preso à borda de um decote, cava, punho ou bainha.

BABADO – Tira de tecido franzida e costurada à barra de uma peça de roupa, em geral a saia. O babado pode ser do mesmo tecido ou de material diferente. Ao longo dos séculos XIX e XX, os babados vêm adornando vestidos e saias, principalmente roupas de noite.

BABY DOLL – Camisola folgada de dormir, com ou sem mangas bufantes, complementado por volumosas calcinhas.

BAGGY – Calça larga nos quadris, afunilada nos tornozelos.

BAINHA ABERTA – Ponto cruzado que se usa para obter uma junção aberta decorativa entre duas extremidades de tecido, freqüentemente a costura de uma roupa. Também conhecido como ponto ajours. Ver VIONNET.

BAJADIERE – Bolsa grande.

BALCONNÉ – Decote ousado (anos 50), com alças e barbatanas.

BANDANA- Lenço grande, de cores vivas, feito mediante processo de tintura tie dye. As bandanas usadas por caubóis do Oeste americano costumavam ser pedaços de tecidos bem simples, tingidos de uma só cor.

BARBATANA – Aro de aço, com a forma de meio arco, é utilizado para levantar e modelar os seios.

BARRA DE CALÇA ITALIANA – Dobra externa na barra da calca com dois dedos de largura. Bainha virada; vira italiana.

BARRETE – Touca com pom-pom.

BARROCO – Estilo rebuscado, cujas principais características são linhas curvas, efeitos de claro-escuro e um acentuado ilusionismo. Palavra de origem portuguesa que significa “irregular”. O termo define uma época da arte européia, originária de Roma, e que se expandiu por todo o continente, aproximadamente entre 1600 e 1750.

BASE PLANA – O nível, plano ao qual a forma em sua devida posição está referenciada para o propósito de definir certos termos.

BÁSICO – Estilo de vestir. Representa também a linguagem dos tecidos e peças clássicas, comuns nas coleções dos produtores de tecidos e confecções.

BASQUINE – Saia enfeitada usada no século XVI, muito ampla, mantinha-se aberta esticada sobre círculos. Ela se confundia com anquinha.

BATIDAS – Colocação de fios de trama junto à borda do tecido em produção, feito pelo movimento do pente. Passadas.

BATIK – Processo de estampa artesanal em tecido de fibra natural, cujo método de confecção consiste em utilizar cera de abelha para cobrir as partes que não se quer tingir. Na etapa seguinte, o tecido é amassado e mergulhado na tinta, obtendo-se um efeito craquelê. Originário da Índia, esta técnica foi muito usada nas décadas de 60 e 70.

BATISTA – Originalmente, um tecido leve, de textura fina, de algodão ou linho, que recebeu este nome em homenagem a Jean Baptiste, fabricante francês de linho do século XVIII. Tornou-se o nome genérico de um algodão mercerizado diáfano e fino, utilizado na confecção de blusas, vestidos e lingerie; lã fina mais leve que challis; seda diáfana; tecido misto de poliéster, raiom ou algodão.

BAUHAUS – Escola alemã de artes e ofícios fundada por Walter Gropius em 1919, nas sedes de Wiemer e Dessau. Deu origem ao desenho industrial e gráfico. Mies Vand Der Rohe é um dos fundadores e defendia o conceito, para ele ideal, de que “a forma segue a função”.

BERMUDAS – Shorts cujo comprimento chega próximo ao joelho. A peça surgiu nas décadas de 30 e 40, no arquipélago das Bermudas, onde as leis não permitiam que as mulheres mostrassem as pernas.

BLAZER – O verdadeiro blazer é o clássico jaquetão azul-marinho, com botões dourados em fileira simples ou duplo abotoamento, que começou a ser usado pelos donos dos iates da Inglaterra no início do século XX. Contudo, quem o transformou em roupa social foi Pierre Cardin, criando um estilo adaptável a todos os ambientes. É uma das roupas mais versáteis do guarda-roupa masculino, podendo ser usado na composição clássica, com calça cinza ou bege-escuro e, na versão mais esportiva, com jeans.

BLUSÃO DE AVIADOR – Blusão que vai até a cintura, com abotoamento simples que lembra as fardas militares e os uniformes da força aérea americana. Possui corte generoso, principalmente nos ombros, fechado na frente com botões ou zíper. Pode ser confeccionado em vários tecidos, inclusive couro.

BOCA-DE-SINO – Calça que vai se alargando do joelho até a bainha, muito popular no final dos anos 60 e começo dos 70.

BODY – Do inglês (corpo). 1 – Diz-se do maillot para uso de lingerie. 2 – Tipo de maiô com mangas, geralmente tecido colante ou elástico, para você usar como roupa normal. Também chamado catsuit.

BODY SUIT – Roupa colante, ajustada, que desenha o corpo, ressaltando sensualmente os contornos.

BOJO – Pedaço de tecido almofadado que vai dentro do sutiã para dar mais sustentação e volume.

BOLERO – Casaquinho curto e aberto, inspirado no folclore espanhol.

BOLSO CHAPADO – No século XX, bolso grande e quadrado, costurado à parte externa de casacos, paletós e vestidos. Também conhecido como bolso sobrecosido.

BOLSO SOBRECOSIDO – Ver Bolso chapado.

BONÉ – Cobertura sem aba para a cabeça, com uma pala. Em princípio, era usado por operários. Na década de 60, versões em cores muito extravagantes tornaram-se populares.

BORDADO – Trabalho ornamental com agulhas, aplicado em peças ou tecidos. Pode ser feito à mão ou à máquina.

BORDADO INGLÊS – Também conhecido como bordado suíço ou tira bordada. Caracteriza-se por pontos com linha branca em fundo branco (normalmente algodão), sobre o qual se fazem desenhos de orifícios redondos ou ovais. As bordas são então recobertas com pontos. O bordado inglês é empregado para adornar vestidos e roupas de verão, sendo ainda usados em roupas íntimas.

BOUTIQUE – Pequena loja de roupas, surge em 1930 como outlet de acessórios diferente dos outlets de alta-costura. Em 1960, as butiques foram o centro do comércio de moda juvenil.

BOUTONNÉ – Fio que apresenta botões ou nós a intervalos regulares.

BRECHÓ – Loja onde é possível encontrar roupas e acessórios de segunda mão a preços acessíveis, se comparados aos do prêt-à-porter.

BRILHO – Lustro próprio das superfícies polidas que refletem a luz num plano. Resplendor.

BRIM – Sarja de algodão de fios brancos e azuis, originária da cidade francesa de Nîmes, donde a origem da expressão serge de Nîmes. No século XX, o brim vem sendo usado em roupas de trabalho, por ser forte, durável e lavável. Na década de 40, estava sendo empregado em vestidos, saias, paletós e calças da moda. Atingiu o auge de sua popularidade na década de 70, com maciça fabricação de JEANS, geralmente com marcas de estilistas. A palavra denim, sinônimo de brim em inglês, é uma corruptela do francês: de Nîmes. Ver também STRAUSS.

BROCADO – Suntuoso tecido de jacquard com estampa em relevo, geralmente flores ou figuras, muitas vezes feita de linha de seda dourada ou prateada. Desde meados do século XIX, o brocado é associado a roupas de noite.

BUCLÊ – Do francês boucler, “encaracolar”. É um tecido ou malha confeccionado de fio com laçadas, o que lhe dá uma superfície felpuda. Jaquetas e malhas de buclê são populares desde a década de 50. Buclê é também o nome de um fio de tricô.

BURKA – Vestido longo, usado em alguns países muçulmanos, que cobre completamente o rosto, e dotado de um pequeno visor em tela através do qual se pode enxergar.

BUSTIÊ – Espécie de corpete que cobre o torso, sem ultrapassar a cintura. Usado como peça íntima e como roupa de verão desde os anos 60.

BUTTON DOWN – Tipo de camisa cujas pontas dos colarinhos são presas com botões, de modo a manter alinhados o colarinho e gravata. Lançada nos Estados Unidos pela Brooks Brothers, na década de 20, este tipo de camisa conquistou o mundo.

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