Academia do Varejo Marisol

Glossário

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GABARDINA(E) – Tecido de superfície homogênea com um efeito de estrias finas diagonais em relevo. A gabardina pode ser feita em diversos pesos, de fibras naturais e sintéticas. Desde o século XIX, é usada para ternos, casacos, vestidos, saias e calças.

GALÃO – Fita não muito larga com a qual se decoram as dobraduras, as bordas dos bolsos, as aberturas dos casacos, spencer, etc.

GAMA DE COR – Escala de matizes.

GÂNGSTER – Look impecável, criado por ternos em risca de giz, elegantes, e chapéus borsalino. Imortalizado pelo filme O Poderoso Chefão, o estilo nasceu nas ruas de Chicago nos anos 30.

GARÇONNE – Estilo que veio a ser identificado pela silhueta de menino, com cabelos curtos e pouca maquiagem.

GARMENT DYE – Processo de tingimento para artigos confeccionados em fundo pré-tratado, cuja característica dependerá do tipo de corante e procedimento utilizado. Existe o garment dye reativo, que dá o aspecto mais brilhante e solidez à cor, e o garment dye por pigmento, que dá o aspecto um pouco mais envelhecido.

GARMENT WASH – Processo de lavagem para tecidos coloridos, com finalidade de pré-encolher a peça e, em alguns casos, melhorar o toque. As peças que sofrem este processo apresentam leves efeitos de marcação nas costuras.

GAZE – 1 – Tecido plano e fino de algodão, de trama frouxa, originário da Índia. A gaze sempre foi usada principalmente como tecido para artigos domésticos e para entretelar roupas. Durante as décadas de 60 e 70, foi desenvolvida como tecido de moda, tingida em cores fortes e bordada. Grande parte dos vestidos, saias e blusas em estilo CAMPONÊS usados na época era importada da Índia. 2 – Tecido fino e transparente, de trama aberta, que vem sendo usado para adornos desde o século XIX.

GEORGETTE – Tela em tecido aberto, muito fina e leve. Tradicionalmente em tecido plano, feito habitualmente com dois fios em torção no sentido esquerdo (S) e dois no sentido direito (Z), alternados tanto no urdume quanto na trama.

GIBSON – Estilo inspirado nas ilustrações de moda de Charles Dana Gibson, cujas melhores elegantes, esportivas e emancipadas foram um modelo amplamente imitado pela mulher americana, na década de 1900.

GINGHAM – Termo usado para definir tecido de algodão de desenho xadrez pequeno.

GILET – Coletes curtos, abertos ou não. A partir da época de Louis XVI, o colete foi usado com todas as roupas de homem. Ele era pequeno e sua característica sempre foi a de vestir só o peito, sendo usado para isso, belos tecidos na frente e apenas o forro nas costas. Entre 1800 e 1830, a moda foi a de usar vários coletes superpostos. Atualmente ele é muito usado na moda feminina, tanto sozinho, como superposto a vestidos ou blusas.

GLACÊ – Tecido de armação cetim, apresentando uma face polida muito brilhante.

GODÊ – Pedaço triangular, mais largo na parte inferior, cortado no sentido enviesado do tecido para aumentar a roda.

GOLA DE MANDARIM – Gola alta em paletós, vestidos e blusas. Foi adaptada de uma gola asiática que fica bem próxima do pescoço. Ver TÚNICA DE MANDARIM.

GOLA DE MARINHEIRO – Gola feita de tecido pesado em duas camadas costuradas juntas e cortada num quadrado que cai nas costas e vai estreitando-se até formar uma ponta na frente, onde se amarra um laço. Foi muito usada pelas mulheres na década de 20. Ver CONJUNTO DE MARINHEIRO.

GOLA EM U – Gola profunda que, a partir do início da década de 1950, apareceu nas blusas e nos casaquinhos de costumes. Ver DIOR e GALANOS.

GOLA – MAO – Gola alta, aberta na frente, usada em peças de estilo militar de inspiração chinesa.

GOLA MEDICI – Gola usada nos vestidos das mulheres da família Médici, soberanos de Florença no século XV. Feita de renda engomada, a gola era grande e levantada, nascia nos ombros, contornava a nuca e ficava afastada do pescoço. No final do século XIX, foi muito usada em VESTIDOS DE BAILE.

GOLA PETER PAN – Gola chata, redonda, com 5 a 7,5 centímetros de largura, às vezes bem engomada, denominada em homenagem ao herói da peça de J. M. Barrie (1904) e do livro infantil de mesmo nome (1911). A gola Peter Pan foi muito usada pelas mulheres na década de 20, contribuindo para as silhuetas de menino da época. Retornou em décadas posteriores.

GOLA PIERRÔ – Versão menor da gola grande, engomada e franzida do Pierrô (a personagem francesa de pantomima), usada em blusas durante o século XX.

GOLA PÓLO – Na virada do século, era uma gola de camisa masculina, branca, redonda e engomada. Gradativamente, o nome passou a descrever uma gola mole, alta e circular virada para baixo em torno do pescoço. É freqüentemente usada em MALHAS e roupas informais esportivas.

GOLA PRUSSIANA – Gola alta e dobrada para baixo, vista em sobretudos militares de oficiais prussianos no século XIX. A gola prussiana é adaptada com freqüência a trajes da moda.

GOLA REDONDA – Gola larga, redonda e engomada que, no princípio, era usada por menininhos no começo do século XX. Diversos estilistas adaptaram a roupas femininas esse tipo de gola.

GOLA ROLÊ – Gola alta e justa em MALHA ou PULÔVER de tricô. Muito usada na década de 60.

GOLA XALE – Gola de casaco ou vestido que é dobrada para baixo formando uma linha contínua que circunda o pescoço até a frente. Muito usada na década de 30 e, novamente, na de 50, quando a forma foi muito exagerada.

GOLA-CAPUZ – Pedaço de tecido preso ao decote de uma roupa, podendo ser usado como capuz ou ficar drapeado atrás ou na frente. No século XX, SUÉTERES e vestidos com gola-capuz entraram em moda, cortados de maneira que o drapeado caia em dobras macias em volta do pescoço e sobre o peito.

GORGORÃO – Tecido de trama fechada, com estrias em relevo. Geralmente feito de seda, teve origem na Idade Média. Desde a década de 20, é muito usado em chapelaria.

GORGURÃO- Tecido de seda, sulcado como o veludo cotelê.

GÓTICO – Produto da contracultura e da revalorização da estética religiosa dos séculos III ao IX. Hoje, associado à cultura sado-masoquista e alimentado pela imagem do célebre Marquês de Sade, foi renovado pelo punk com piercings, tatuagens e penteados chamativos. A cor preta e o couro combinam num jogo glamouroso e sofisticado.

GRADUAÇÃO – A mudança entre tamanhos e/ou larguras de qualquer parte da forma.

GRADUAÇÃO ARITMÉTICA – Um sistema de graduação no qual os aumentos por tamanho e/ou largura de qualquer dimensão em particular são especificadas como constantes as quais são independentes da graduação de qualquer outra dimensão.

GRADUAÇÃO GEOMÉTRICA – Um sistema de graduação na qual o aumento por tamanho e/ou largura de qualquer dimensão é especificada como porcentagem constante da dimensão (não incluindo margens ou outras áreas as quais não sofrem graduação).

GRADUAÇÃO PROPORCIONAL – Um sistema de graduação no qual os aumentos de todas as dimensões, por tamanho dentro de uma escala de numeração (corrida), são um percentual constante, ou proporção das dimensões. Para uma graduação geométrica, isto significa que o número de pontos geométricos por tamanhos especificados, ambas larguras e circunferências, têm que ser iguais.

GRAU DE GRADUAÇÃO – A proporção da mudança em circunferência por tamanho à mudança em comprimento por tamanho.

GRAVAÇÃO – Processo no qual se utilizam, geralmente, emulsões fotossensíveis. A película de emulsão se oxida nas zonas que ficam expostas à luz, fixando-se na superfície das partes bloqueadas (malha, acetato). A emulsão é facilmente processada e, nestas áreas, o corante passará para o tecido, bloqueando ou ressalvando as zonas que não devem ser estampadas.

GRAVATA – Tira larga usada em volta do pescoço e drapejada, ou entrelaçada com esmero sobre o peito, e utilizada pelos homens nos séculos XVIII e XIX. A versão estreita, geralmente usada sob o colarinho de uma camisa, nasceu no final do século XIX, ganhando cores, estampas e os mais diversos tipos de nós. Hoje a gravata constitui a peça mais pessoal do traje masculino e resume a elegância e o espírito do homem que a veste.

GRAVATA-BORBOLETA – Gravata masculina com formato de um laço firme, geralmente feita de fita de gorgurão ou de veludo, e normalmente usada com roupas formais, como o smoking.

GRAVATA DE SEDA – Peça originária dos regimentos croatas e que se tornou obrigatória no guarda-roupa ocidental. Nas versões mais sofisticadas, pode ser feita de seda ou tecido sintético, tornando-se mais barata. Durante muito tempo, sua largura mudava de estação para estação. Hoje, numa proporção equilibrada, o que muda constantemente são as estampas.

GRAVATA EM SEDA JACQUARD – Tecido feito em tear jacquard, inventado no começo do século XX, que cria estampas complexas pelo entrelaçar dos fios. Os italianos são os grandes artífices desse gênero de tecido na região de Como. Daí o valor elevado das gravatas italianas originais.

GRUNGE – Do inglês – garage. É o estilo largado, nascido no final dos anos 80 nas garagens de Seattle/EUA, com músicos de rock pesado. Ícones: Kurt Korbain e Courtney Love.

GUIPIRE- Tipo de renda de bilro, feita com fio muito fino, que cria relevos sobre o fundo vazado. Usada em lingerie feminina e em golas de blusas.

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