MADRAS – Pano de fios de algodão tintos com corantes vegetais, tecido à mão em XADREZES grandes. Teve origem na Índia, no final do século XIX. Madras produzido em maquinário têxtil vem sendo usado em SPORTSWEAR e em roupas de verão.
MALHA – Produto tecido por cabos de lã, algodão ou fibras sintéticas. Ver também CANELADO, POORBOY, PULÔVER, SLOPPY JOE, SUÉTER e TRICÔ.
MANGA BALÃO – Manga do século XIX, com volume generoso na parte superior do braço e justa desde o cotovelo até o pulso.
MANGA BUFANTE – Manga curta, franzida e presa aos ombros para criar um efeito cheio. Usada desde o século XIX em vestidos toaletes, também foi empregada em vestidos e blusas de criança. No século XX, aparece com freqüência em roupas femininas de verão.
MANGA DE ABA – Manga pequena, triangular, que forma uma abinha dura ou cai sobre os braços, dando uma proteção mínima. A manga de aba vem sendo usada em vestidos e blusas durante todo o século XX. É usada principalmente em roupas de verão.
MANGA DE BISPO – Manga comprida, de vestido ou blusa, franzida abaixo do cotovelo e presa ou deixada solta na altura do pulso. Popular a partir de meados do século XIX, desapareceu do cenário da moda no início da década de 70.
MANGA DÓLMÃ – Cortada como a extensão do CORPETE de um vestido, blusa ou casaco. Não possui um recorte no ombro, criando assim uma cava profunda e larga, que se afunila da cintura ao punho. Esse tipo de manga foi muito usado na década de 30. É também chamada manga morcego.
MANGA MORCEGO – Ver manga DÓLMÃ.
MANGA PAGODE – Manga três quartos ou meia manga, com babadinhos que iam até o cotovelo, onde se abria ou em várias camadas de BABADOS ou num babado grande, costurado de maneira a curvar-se numa forma semelhante a de um pagode. Foi muito usada em meados do século passado. Os babados costumavam ser adornados com fitas e laços.
MANGA PRESUNTO – Justa desde o pulso até o cotovelo, a manga presunto avoluma-se do cotovelo ao ombro, onde é franzida ou pregueada e presa ao CORPETE de um vestido ou blusa. Foi muito usada no final do século XIX e durante o retorno do estilo EDUARDIANO, no final da década de 60 e início da de 70.
MANGA QUIMONO – Manga exageradamente larga presa a uma cava profunda, que vai do ombro à cintura. Desde o final do século XIX, vem sendo usada por estilistas em casacos, vestidos e MALHAS.
MANTILLE – Vinda da Espanha, a versão reduzida do antigo manto, usado tanto pelas viúvas quanto pelas mocinhas que deviam cobrir o rosto, deixando apenas a cabeça e os ombros.
MATELASSÊ – Enchimento de algodão colocado entre duas camadas de tecido e preso por costuras, formando um padrão decorativo regular ou irregular. O matelassê foi muito utilizado em casacos e jaquetas no início da década de 20 e, novamente, na década de 70. Também conhecido como acolchoado. Ver também KAMALI.
MÁXI – Saia que vai até os tornozelos ou até os pés (sendo geralmente rodada) e que entrou em moda no final da década de 60. Costumava ser usada com BOTAS. Ver EDUARDIANO e *MÍNI.
MERCERIZAÇÃO – Processo desenvolvido em 1884 por um tingidor de morim, John Mercer, de Lancashire, Inglaterra, através do qual o algodão é tratado com soda cáustica para se obter um acabamento sedoso e brilhante, que ajuda a aumentar a resistência do tecido.
MERINO – Tecido fino e sarjado, desenvolvido durante o século XIX com a lã do carneiro merino e empregado em trajes de passeio.
MICRO – Saia muito curta, que cobre apenas as nádegas e esteve fugazmente em moda na década de 60.
MÍDI – No final da década de 60, lançou-se uma saia que ia até as canelas. Entre os comprimentos *MÍNI e MÁXI, costumava se usada com botas que chegavam até os joelhos. Embora o modelo não fosse muito popular na época, dez anos depois ele evoluiu, sem nome, como um comprimento aceitável para saias e vestidos.
MILITAR – Estilo inspirado nas fardas dos Exércitos. Jaquetas e casacos em estilo militar têm corte severo, geralmente com DRAGONAS, golas duras, botões de metal e cintos. Esse tipo de roupa esteve em moda no final da década de 30 e também na de 60, quando foram usados EXCEDENTES DO EXÉRCITO.
MÍNI – Saia que termina bem acima do joelho, popular entre 1962 e 1970. Considerada ousada em seu lançamento, mais tarde foi adotada de maneira geral pelas mulheres mais jovens. Ver BATES, COURRÈGES e *QUANT.
MODA – Costume passageiro que estabelece, conforme o gosto do momento, hábito de vida comuns. Tais costumes tendem a generalizar-se.
MODINHA – Adaptação da moda adulta para infantil.
MOIRÉ – Efeito ondeado sobre o tecido, em geral seda, obtido mediante a aplicação de rolos de cobre gravados e quentes. A seda moiré foi muito usada no final do século XIX. Freqüentemente empregada em roupas de noite no século XX.
MOLETOM – Tecido de algodão grosso com uma face lanosa, a qual fica junto à pele. Com moletom, fazem-se MALHAS e CAMISETAS informais, chamadas sweatshirts, ou abrigos, usados para aquecimento pelos atletas do século XX. Na década de 60, sweatshirts com o nome de universidades americanas se tornaram um popular traje informal. Ver *KAMALI.
MORIM – Antigo tecido feito primeiramente em Calicute, sudoeste de Madras, Índia. É um pano de algodão durável e rústico, geralmente tinto. Muito usado como tecido doméstico no século XX serve para roupas informais de verão.
MUSSELINA – 1.Tecido feito originariamente na cidade de Mosul (atualmente no Iraque) e importada pela Europa no século XVII. No século XVIII já se fabricava musselina na Inglaterra e na França. De tecelagem lisa, que pode ser fabricada em ampla variedade de pesos, era muito usada no século XIX para roupas íntimas, blusas e vestidos de verão. Na década de 60, sua popularidade chegou no auge, quando surgiu a voga de musselinas estampadas importadas da Índia. 2. Tecido fino, leve e liso, geralmente de algodão, seda ou lã, ligeiramente firme. Mouseline de soie é a versão mais conhecida, usada principalmente durante o século XIX para vestidos, blusas e saias.